Piauienses analisam o surf nas Olimpíadas Tóquio 2020

Ainda sem muitas definições sobre a competição, surfistas piauienses são otimistas com relação ao esporte nas Olimpíadas

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O surf oficialmente faz parte dos Jogos Olímpicos a partir deste novo ciclo Tóquio 2020. Em conferência no ano passado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou a inclusão do skate, escalada, beisebol, karatê e, claro, do surf. A modalidade se torna esporte olímpico pela primeira vez na competição e com isso as dúvidas e as expectativas crescem em relação ao funcionamento do esporte nos quatro anos que vão se seguir.

Gabriel Medina com presidente da ISA, Fernando Aguerre, e CEO da WSL, Paul Speaker durante a Rio 2016. Foto: Divulgação

Com a inclusão do surf, as cidades olímpicas não precisam ser costeiras e o esporte de prancha passa a ser independente dentro do modelo tradicional, assim como acontece com o futebol, em que os jogos são realizados em diversas cidades. A certeza nestes primeiros momentos para Tóquio é de que vão ser 40 surfistas, sendo 20 mulheres e 20 homens, competindo na cidade de Chiba, que fica próximo à capital do Japão e onde a World Surf League (WSL) realiza campeonatos do WQS, a divisão de acesso. A piscina artificial foi descartada devido ao alto custo para a construção.

A organização da competição e mais detalhes vão ser decididos pelo COI, WSL e a ISA (Associação Internacional de Surf). Além disso, as entidades também devem definir como serão distribuídas as vagas para participar das Olimpíadas, para a inclusão de representantes dos vários países. A WSL já mostrou interesse em garantir a presença da elite do esporte. Os principais surfistas brasileiros se mostraram otimistas com relação à nova etapa nos Jogos.

Surf olímpico e participação de piauienses

No Piauí, a expectativa também é positiva para alguns surfistas. Patrick Alves, um dos principais do estado, vê o surf nas Olimpíadas como uma oportunidade de crescimento na modalidade e de desenvolvimento. “O surf é um esporte muito individual, mas de qualquer forma só tem a valorizar o esporte. Acho que o surf se encaixa nas olimpíadas, sim, mas demoraram para entender. Expõe mais o esporte, porque o surf nunca esteve escalado nas olimpíadas”, contou Patrick.

Patrick Alves foi destaque no Piauí em 2016. Foto: Piauí Surf

Apesar de uma boa recepção por parte da comunidade surfista, o sonho de participar das olimpíadas ainda é distante, devido ao acesso para se tornar um surfista profissional. “Acho que meu estado é muito distante para ter uma oportunidade de mostrar o meu talento nas olimpíadas. Acredito que tem que estar ranqueado em algum campeonato importante no Brasil. Me vejo mais tentando representar meu estado em competições locais e fora do estado, em viagens”, acrescentou Patrick Alves.

Nas gerações mais novas o olhar segue esperançoso com a possibilidade de um dia disputar as Olimpíadas. O parnaibano Juliano Santos, de 17 anos, sonha se tornar um surfista profissional. Acompanhando o WCT, o juvenil vê nos Jogos Olímpicos uma oportunidade e já se planeja. “Eu sempre sonhei em representar o Brasil no surf, mas nunca existiu uma competição entre países. Também sempre sonhei com Olimpíada, mas nunca aconteceu de ter o surf nela. Seria um sonho poder vestir a lycra verde e amarela”, declarou Julian.

Juliano Santos em competição na Praia da Taíba, no Ceará. Foto: Arquivo Pessoal.