Lugar de mulher também é no mar! Quando irão valorizar nosso talento?

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Há alguns anos a mulher no surf era vista como aquela menina que acompanhava seu namorado surfista, ficava na beira da praia pegando um sol e nada mais, de preferência tinha que ser bem bonita pra agregar valor ao surfista, e isso mudou!? Não. Ainda se vê nas revistas de surf uma exposição da mulher como a gata do surf, a valorização do corpo como produto, mas e o conteúdo!? E o talento!?

A mulher ainda é vista primeiramente pela beleza, como se fosse sua
principal qualidade. E talvez seja por isso que falta uma participação maior das meninas, principalmente nas competições a nível mundial. A única que ainda batalha nesse mundo é a Silvana Lima, e olha que para ela ficar ali não é fácil,  talento ela tem de sobra mais o perfil Alana Blanchard falta nela e isso atrasa seu lado, principalmente pela busca de patrocínios.
Silvana Lima, atual campeã Brasileira.
É um padrão ainda imposto pelas marcas surf wear e afins, não basta ter talento ou melhor nem precisa ter talento, basta ter beleza. Outro exemplo são esses canais de mídia esportiva como o Off e Wohoo, apesar de dar incentivo as meninas e abrir um leque para o surf feminino acontecer, priorizam primeiramente um rosto bonito.
Enquanto isso muitos talentos estão ai, quebrando, surfando de verdade no power, mas na margem, sem patrocínio, sem representação das meninas em nível de competição, tudo bem as meninas do Off surfam e surfam bem, porém, não o suficiente para estar na elite por que não é a beleza que vence baterias e sim talento.
Gilvanita Ferreira

E as meninas do Piauí, vão pra água….lugar de mulher é no mar… e onde ela quiser estar!  Boa sorte boas ondas!