Há 4 meses afastado do mar, Ian Costa enfrenta os obstáculos para voltar ao surf

Morando de frente à praia, o atleta ainda enfrenta mais 3 meses longe do esporte

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Foto: Icaro Ferreira

O contato com o mar é algo que cresce desde cedo. Com 12 anos de idade, Ian Costa começou a pegar suas primeiras ondas através do seu irmão, Breno Costa. Nativo da Pedra do Sal e criado de frente para a praia, o atleta que atualmente possui 19 anos desenvolveu uma forte relação com o esporte e não consegue mais parar de surfar.

Foto: Ícaro Ferreira
Foto: Ícaro Ferreira

Dedicação e Superação

Contando com apoio familiar, principalmente do seu pai,  Flávio Costa, o surfista já participou de vários campeonatos, chegando a ficar em 2° lugar a nível Regional Nordeste. Entre suas manobras favoritas estão em destaques as aéreas e sua coleção de troféus chega a mais de 30.

Foto: Ícaro Ferreira
Foto: Ícaro Ferreira

Apesar de que o desejo de ficar no mar seja maior que seus obstáculos, Ian enfrenta um tratamento que o afastou do surf há cerca de 4 meses. Devido à uma complicação de pele, ocasionada por exposição ao sol, o surfista ainda tem uma jornada de 90 dias para voltar ao surf e às competições.É umas das piores sensações que já senti, não poder fazer a coisa que mais amo nesse mundo, mas todo final de tarde eu to lá observando meus amigos surfando e tento me imaginar nas ondas. E eu acredito que tudo que Deus faz tem um motivo, cada coisa no seu tempo e logo eu to de volta”, confessa o atleta.

Surf além do horizonte

Quem vive a cultura surf sabe que esse lifestyle vai além das competições. Para Ian o surf é como uma terapia. “É a sensação de esquecer problemas ou pensamentos negativos, o mar traz leveza pra minha mente e minha alma”, comenta.

Ian Costa na Pedra do Sal. Foto: Arquivo Pessoal
Ian Costa na Pedra do Sal. Foto: Arquivo Pessoal

Além disso o cenário esportivo vem se desenvolvendo no Piauí, mas ainda com suas barreiras. “O surf no Piauí é uma coisa extraordinária na questão de praticantes que a cada ano vem crescendo e isso é bom pro cenário do surf. Pretendo participar de mais competições, quem sabe um dia a nível nacional,  mas a questão de patrocínios é a decadência do surf no Piauí”, relata o surfista.