Com bagagem de 30 anos, João Marcelo é um exemplo na história do surf local

Aos 40 anos, atleta possui títulos em várias competições e aspira o Campeonato Nacional

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João Marcelo. Foto: Rodrigo Gentil

A força da sua remada é o que determina sua onda. Quanto mais forte remar melhor será seu drop e assim melhor será sua manobra”. É com esse pensamento do dia, de autor desconhecido que vamos encontrar a história de João Marcelo, surfista consagrado nas águas piauienses.

Ainda criança, João ganhou uma prancha estilo nortão de seu tio Allan. Nas folgas e nas férias o surfista pegava as marolas na Praia de Atalaia – PI. Em 1986, João comprou um bodyboard e em 1989, uma prancha Capi 5’10’’.

A maré da Inspiração

Com uma longa fase de evolução em suas manobras, o surfista já chegou a trabalhar com a fabricação de pranchas com Petrônio Tavares, dono da Greenish, onde realizaram por muitos anos vendas e apoio nos eventos do Ceará.

Vejo no surf uma oportunidade de ser feliz, com saúde e bons hábitos sociais. É ser responsável comigo e com a natureza. Além de tudo, conhecer as pessoas de diversos níveis, onde a alegria é de surfar, viajar, curtir a vida com aventura e adrenalina. Muitos surfistas desejam isso”, confessa João.

Lifestyle Campeão

O atleta João Marcelo ensinando surf. Foto: Arquivo Pessoal

Competidor assíduo nos campeonatos dos anos de 1980 à 2000, o atleta possui vários títulos, sendo o mais recente conquistado ano passado em Atalaia. Além disso João foi finalista no PENA Nordeste de 2009 à 2011. Dentro da lista encontra-se também um Campeonato Brasileiro na categoria amador em 2000.

Apesar do histórico invejável, o surfista confessa que hoje prefere os bastidores. “Sou louco por eventos, mas serei um eterno competidor. Eu amo trabalhar pelo surf em competição e também sou apaixonado por ser competidor. Quando a organização é séria eu gosto de participar como atleta. Resumindo, se o assunto é surfe to dentro!”, diz entusiasmado João.

Na onda o Surf Olímpico

João Marcelo e Marcio Localismo, parceiros do surf. Foto: Arquivo Pessoal

Aos 40 anos o surfista conta que deseja participar do Campeonato Brasileiro na categoria Master. Com a novidade do esporte nas Olimpíadas, o surf ganha outra visibilidade e novas oportunidades.

O esporte como modalidade olímpica será uma excelente maneira de arrumar novos praticantes e incentivar a criação de muitas escolinhas de surf. Além disso irá atrair a entrada de novos investidores fora do universo surfista”, relata o atleta.

João admite também que a categoria irá ampliar o horizonte, criando novos parceiros a fim de desenvolver um intercâmbio  de conhecimentos em torno do esporte.