Bodyboarder que mora no Piauí, Cezar planeja mais uma trip, dessa vez para o Hawaii

O Engenheiro de pesca e praticante freesurfer viaja em fevereiro para o Hawaii com objetivo de se aperfeiçoar.

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Planejar as férias é uma realidade para Cezar Fernandes que escolhe detalhadamente os 20 dias que tem direito a cada seis meses. Engenheiro de pesca durante os cinco meses do semestre, ele não deixa se distanciar do mar no período fora do trabalho. Bodyboader que mora em Parnaíba (PI) e natural de Pernambuco, Cezar já tem destino certo no mês de fevereiro: o Hawaii. O motivo é aproveitar o período de altas ondas.

Praticamente do freesurf, Cezar escolheu a famosa Zona de North Shore no Hawaii, que é o destino de surfistas do mundo todo, que buscam as praias de Pipeline, Waimea e Sunset, para passar todo o mês de fevereiro se aperfeiçoando no esporte que já lhe rendeu troféus como profissional. Em busca de altas e tubulares ondas, Cezar embarca para a região pela primeira vez, já que vem realizando trips a cada seis meses.

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O bodyboarder no Peru. Foto: Arquivo Pessoal

Surfar, me divertir, pegar as ondas com meus amigos que já moram lá, outros que estarão indo na trip. A temporada mesmo são quatro meses de onda, então vou aproveitar para ficar esse último mês lá. É a primeira vez no Hawaii. Não é a onda que eu mais queria pegar de todas as outras, porque tem muita gente, além daquele localismo dos havaianos, mas como todo surfista, você tem que ir lá pelo menos uma vez”, contou Cezar.

Coincidência ou nem tanto, Cezar vai passar o período no Hawaii justamente quando acontece a etapa do Mundial de Bodyboarding com o evento de Pipeline. Caso haja a competição, que ainda não tem data confirmada, Cezar pretende participar. Pensando na viagem também, o bodyboarder não participa neste fim de semana, de mais uma etapa do Circuito ABBP Master, em Enseada dos Corais (PE).

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Foto: Arquivo Pessoal

Talvez, dependendo se tiver a etapa do Mundial, eu vou competir. Mas ainda está incerta a etapa, porque o bodyboarding, mesmo no mundial, está passando por algumas crises. Mesmo sendo a etapa do Oahu, está sendo muito difícil para ABP (Associação Profissional de Bodyboarding Mundial). A etapa do Oahu é uma das mais importante, está sendo uma das com mais problemas. Se tiver vai ser sorte minha. Eu vou ter a oportunidade de surfar e competir”, completou.

A última viagem de Cezar foi pelo Chile, em agosto de 2016. No norte do país, o bodyboarder teve a oportunidade de surfar nas águas geladas e conhecer o famoso Hawaii chileno, conhecido também por “El Gringo”, na cidade de Arica. Com ondas de até três metros, Cezar aproveitou o mar raso e perigoso, já que poucos se aventuravam em surfar pelo local quando as ondas estão muito altas.

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Em Arica, no Chile. Foto: Arquivo Pessoal

As ondas são muito parecidas com as que vou surfar no Hawaii, a diferença é que a água era fria. Surfava com a roupa de borracha até o pescoço, com punhos e pernas cobertos. Mas foi muito divertido, peguei altas ondas e aproveitei que tinha pouca gente, por ser perigoso também. Foi lugar onde mais surfei, estava mais focado e também tinham ondas secretas que exigiam fazer amizades com os locais”, revelou Cezar.

Além do Chile, este ano Cezar também conheceu Galápagos, no Equador. Os momentos no mar também são divididos em conhecer a cultura do país, além de pesquisar temas de sua área de estudo. Países como a Indonésia, México, Peru, além de Fernando de Noronha e outras praias do Brasil foram escolhidas pelo viajante e bodyboarder para praticar o freesurf.

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O bodyboarder nas águas de Galapagos, no Peru. Foto: Arquivo Pessoal

Eu busco também a cultura do lugar, as comidas. Como não tem onda todos os dias, então eu aproveito para conhecer outras cidades, praias ou montanhas. Eu fiz muito isso no Chile, pegava a bike e saia pedalando. Quando fui ao Peru, aproveitei para fazer a rota de Machu Picchu. Em Galápagos, até por conta da minha profissão, eu aproveitei muito também. Tem essa mistura de surf, laboratório de pesquisa e tudo é mais divertido”.

Após o Hawaii, Cezar pretende ir para a América Central, passando por países como Panamá, Costa Rica e Nicarágua. Dessa vez, ele pretende levar mais bodyboarderes do Piauí. Caso não consiga, as ondas do México vão ser novamente surfadas pelo bodyboarder que também tem em mente para 2018 um sonho antigo de conhecer o Taiti, que é maior ilha da Polinésia Francesa.

galapagos15Estou mais focado em pegar minhas férias e fazer freesurf. Estou selecionando competições ao longo do ano. Mas agora estou mais com o surf livre, sem pressão. Quero levar alguns amigos surfistas do Piauí para América Central. Uns amigos me chamaram para fazer uma trip para o México, já que conheço as ondas de lá. Surfei muito pelo Brasil, me preparei para as ondas grandes e agora também mais capitalizado, estou fazendo as trips internacionais”, finalizou.