Arena Kite reúne os principais atletas da modalidade e nativos do Piauí

A competição vale como a 1ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Kitesurf, valendo pontos para o ranking internacional

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Começou o Arena Kite na cidade de Luís Correia, na Praia do Itaqui, valendo a 1ª Etapa do Campeonato Brasileiro. A competição vai até o domingo (20) e reúne os melhores kitesurfistas do país e do mundo para desfrutar dos ventos do litoral piauiense. Com disputas nas categorias principais do feminino e masculino, os velejadores poderão competir nas provas de freestyle e big air.

Pela terceira vez, o Piauí sedia a competição que é o ponta pé dos velejadores para o próximo ano. A competição conta com grandes nomes como Carlos Mário(o Bebê), que é o atual campeão mundial de kitesurf e os meninos do Projeto Vivo, de Barra Grande e outros velejadores de Luís Correia e Parnaíba.

Do Mundo para o Piauí

O cearense Carlos Mário vem forte para a competição. Experiente, ele já conhece a combinação entre mar, ventos e surf do esporte no Piauí. Desde que a competição foi realizado no estado, o atleta participou de todas elas e conseguiu um bom desempenho nas duas últimas. No ano passado, ele disputou a final com o também cearense Set Teixeira, que acabou vencendo a primeira etapa. Neste ano, Set não participa do Arena.

Foram três etapas que participei no Piauí, sendo que a primeira foi em Barra Grande. A primeira em Barra Grande no início da minha participação em 2013, não fui tão bem, pois não conhecia muito. Nas seguintes, já conhecia o formato, já era patrocinado pela SlingShot e já havia conhecido o mundo nacional e internacional de kite. Para este ano, as expectativas estão boas. Venho treinando forte e me preparando bem e vou aproveitar também para treinar para a última etapa do Mundial, que vai ser em dezembro”, contou Carlos Mário.

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Carlos Mário é um dos favoritos para o Arena Kite. Foto: Arquivo Pessoal

Nos três dias de competição o torneio conta com as classificatórias neste primeiro dia, pelo turno da manhã, com as baterias no masculino e feminino, com a eliminação dupla, das categorias principais nas provas do freestyle. No sábado (19), a disputa fica por conta da categoria principal, em que, no masculino, os 24 melhores classificados e ranqueados, disputam de 8h às 17h. Logo depois, começa a disputa das provas do big air. E no domingo, o torneio voltam pelos dois turnos, com as disputas finais e, em seguida, a premiação.

Categoria Masculina

Eudázio da Silva é cearense, do Cumbuco, mas começou a treinar no Piauí este ano, após passar três meses na Polônia se recuperando de uma cirurgia no joelho. O atleta está focado para conseguir um bom resultado dentro da categoria freestyle, já que está acostumado com os ventos alísios de Luís Correia. Eudázio ainda não está totalmente recuperado e participa pela segunda vez do Arena Kite.

Estou muito ansioso, só em pensar que vou estar competindo novamente, me dá uma sensação de felicidade e é sempre um prazer está participando do Arena Kite, por ser em um pico tão maravilhoso e o litoral do Piauí é deslumbrante. Esse período que estou passando no litoral está sendo maravilhoso para a minha evolução, os ventos aqui não param e sempre estão em ótimas condições. Como não estou 100% recuperado, pois estou em uma recuperação recente, vou tranquilo, vou dar o melhor de mim, meu objetivo sempre é vencer”, completou Eudázio.

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Eudázio vem treinando nas praias do Piauí neste ano. Foto: Vinícius Félix.

Categoria Feminina

A categoria feminina, apesar de ter menos participantes que na masculina, é uma das mais aguardadas pelos admiradores do esporte de pipa e prancha. No ano passado, a primeira colocação da categoria freestyle ficou com a paulista Bruna Kayla que derrotou na bateria final a cearense Dionésia Vieira. Na disputa das principais, o sistema é o mesmo que no masculino, com as melhores classificadas em 2015 e ranqueadas.

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Marília começou no kitesurf há quase três anos e é destaque no Piauí. Foto: Arquivo Pessoal

A piauiense Marília Gabriela, participa da competição pela segunda vez. Competindo na categoria freestyle, Marília tem um retrospecto bom dentro do torneio, já que com quase três anos do kitesurf, a piauiense conseguiu ficar entre as semifinalistas no ano passado. Este ano, com mais preparo e treino, ela volta à competição na expectativa de pódio.

A expectativa é de fazer o meu melhor e mostrar que todos nós temos capacidades. Sinto que estou com um melhor desempenho, performance e preparo físico para executar as manobras. Os ventos são fortes e tenho muita força de vontade para superar as minhas dificuldades. No ano passado, fui bem, fiquei entre as finalistas”, explicou Marília.

 

Projeto Vivo

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Manoel Piçarrinha é dos destaques da equipe de Barra Grande. Foto: ONG Projeto Vivo

Sem categoria mirim, os meninos do Projeto Vivo participam do torneio competindo entre os melhores do kitesurf. Com 12 atletas, a expectativa é de que os meninos consigam resultados expressivos diante do nível alto, já que três deles participaram neste ano do Campeonato Mundial Junior de Kite Surf, na França. O projeto também contou com campanhas para efetivar a inscrição dos atletas no torneio.

Eu tenho crianças de 11 anos que vão cair numa bateria com o campeão mundial. Eles vão competir na Open. A minha briga é que a ABK (Associação Brasileira de Kitesurf) faça uma categoria infantil. Por isso que dou ênfase nesse ponto, uma motivação. O Manoel já está na cabela, ele vai arrebentar. Chamam ele de monstro. O pessoal do Ceará respeitam muito a delegação do Piauí”, contou Isabel Lupianez, técnica do Projeto.

Nativos marcam presença

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James Freitas treinou junto de Eudázio para o Arena Kite. Foto: Vinícius Felix

Além do Projeto Vivo, outros nativos marcam presença no campeonato, como James Freitas, da Praia do Coqueiro. O atleta participou das outras edições, mas sem equipamentos e com pouco treinamento o seu desempenho não saiu como esperado. Para este ano, o atleta veio treinando intensificado para o campeonato e conseguiu o apoio nos treinamentos de Eudázio.

Participei das outras edições e não me sai muito bem, meu treinamento não era muito bom, porque eu nem sempre estava com equipamento pra treinar e nem sempre tinha o equipamento bom pra treino. Minhas expectativas pra esse ano estão boas, me desenvolvi bastante nas manobras e no meu estilo de manobrar. Tenho me focado muito como atleta e em desenvolver bastante o meu velejo. Ultimamente agora tenho tido um apoio do Eudázio, que tem me ajudado com um Kite pra ficar treinando”, contou James.