Agito e Emoção, essa é a Retrospectiva Surf 2016

As praias piauienses foram tomadas pela adrenalina durante o ano todo

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Surfistas no 10° Arrombado de Surf. Foto: Piauí surf

O ano de 2016 foi marcado com muita agitação nas águas piauienses. Um show de performances que foi evidenciado no calendário de competições durante o ano inteiro. Além disso a interação entre os atletas do Piauí e Ceará fortificou a parceria do esporte para os dois estados, prova de que o surf piauiense está ganhando mais destaques aos olhares afora.

Primeiros campeonatos

A temporada de agito no mar foi iniciada em fevereiro pela ll Edição da K3 Expression Session na Pedral, em Parnaíba – PI . Com a organização de Daniel Frota, João Paulo e Mauricio Calado da Kauai Board House, o campeonato dividiu-se em duas categorias: Shock e Air Session, sendo a segunda a mais emocionante pelos shows aéreos.

Logo em Seguida a 1° Edição do Surf Atalaia nos prestigiou em Luis Correia- PI, no mês de março. O evento organizado por Henrique Junior contou com a participação do atleta cearense Francisco Atanazio, o Bichinho. O surfista tetraplégico palestrou na cidade de Parnaíba e também faz a  locução no evento. A competição contou com 3 categorias sendo elas Open, Master e Junior, além de um bônus com uma Expression Session.

Surf além das fronteiras

O 1 Surf Atalaia foi o primeira passo na relação Piauí – Ceará no ano de 2016. O 4° Canto do Vieira Surf realizado no início de junho, fortifica os laços trazendo os surfistas Michel Adriano, ex World Surf League – WTC (Circuito Mundial de Surf) e Fábio Silva, também da liga mundial. O campeonato contou com as categorias Grommets para iniciantes, junior, open e master.

Mulheres no Esporte

Em 2016 as surfistas ganham mais espaço dentro das competições piauienses. Prova disso, a 1° Etapa do circuito Piauiense de Surf realizado na Pedral em Parnaíba pela ASPI, foi a primeira competição do ano a incluir a Categoria Feminina com destaque para atleta Myrella Castro, primeira colocada no campeonato.

Segundo Myrella, o ano de 2016 teve um crescimento dentro do surf feminino e que isso instigou mais garotas a se aventurar no mar. “Tivemos oportunidades de nos apresentar em campeonatos e eu so tenho a agradecer a oportunidade, principalmente à ASPI que por dois anos seguidos tem incentivado a categoria feminina nas competições. Espero que em 2017 aconteçam mais mobilizações e que isso desperte as meninas para mergulhar nas aventuras do mar, pois lugar de sereia é na água”,brinca a atleta.

A atleta Myrella Castro, 1° lugar na Categoria Feminina do Circuito Piauiense de Surf. Foto: Piauí Surf

O 10° arrombado de Surf foi mais uma competição onde surpreendeu na categoria feminina. A atleta cearense Rubenita Santos faz uma participação para incentivar ainda mais o campeonato. Piauí e Ceará cresce numa parceria que dá mais do que certo!

Esporte e interação

O surf uniu forças com outras modalidades esportivas e a primeira edição do Circuito Radical PHB Games aconteceu entre os dias 18 a 20 de novembro na cidade de Parnaíba. O evento reuniu a galera do surf, com a galera do skate, do bmx, mountain bike e do patins (street). A ll Expression Session realizada dentro do evento foi adiada na época por faltas de ondas, vindo a acontecer no início de dezembro na Pedra do Sal. A competição de surf organizada pelo atleta Maurício Caladocontou com as modalidades Trick Session e Air Session, encerrando assim o calendário de competições durante o ano de 2016.

O que vem por aí?

Atleta Patrick Alves. Foto: Chico Rasta

Para esse 2017 esperamos pegar altas ondas e ver nossos atletas evoluindo cada vez mais. O surfista Patrick Alves, que ganhou destaque nos campeonatos em 2016, comenta que as competições ainda deixam a desejar. “Espero que os próximos eventos tenham melhora na organização e premiações. Os órgãos públicos deveriam olhar mais para o esporte. Conto com meu patrocínio como a Pousada BGK, Pousada Titas ou a BGKiteschool para ter oportunidades ao longo da minha batalha surf. Apesar de tudo, gostei muito do ano e das competições que ocorreram”, fala o surfista.

Patrick Alves conta ainda que se sente otimista e focado nas competições e que a “sorte” também conta, pois esportes de natureza são imprevisíveis. “Eu tenho treinado bastante e evoluí muito nesses últimos tempos, estou ficado para os próximos eventos”, relata o atleta.