Patrick Alves

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#2
Patrick Alves, 27, nasceu em Brasilia, mas veio pra Parnaíba, PI, quando pequeno, onde teve seu primeiro contato com o surf com apenas 12 anos. Por influencia da família, seu tio doava pranchas quebradas para seu vizinho que as consertava e vendia. A partir daí, Patrick adquiriu sua primeira prancha e até hoje, apesar de algumas barreiras que a vida resolveu colocar no meio do caminho, como um acidente de carro que chegou a machucar o joelho e que quase o fez deixar de caminhar e um “atropelamento” por outro surfista, fez com que a quilha cortasse seu pé, impossibilitando de comparecer a alguns treinos, nunca o impediram de continuar sonhando e evoluir no esporte, pois mesmo assim, ele não deixou de lado os treinos funcionais para lhe dar mais força e resistência. #3
Assim como qualquer atleta, Patrick sonha em ver seu esporte crescer e acha que a criação de uma federação de surf seria bem apropriada para que as pessoas pudessem ter uma visão mais ampla tanto para quem pratica o esporte e precisam de apoio, quanto para o turismo da nossa cidade e demais localidades do Piauí. Infelizmente, a maioria das pessoas daqui acaba não tendo a mesma sorte que vários atletas de outras regiões têm, porque ninguém se dispõe para ajudar a aumentar a credibilidade de quem luta tanto pra ser alguém na vida trabalhando fazendo o que gosta.
#4

Na sua primeira participação de campeonato, Patrick ganhou em 1º lugar na categoria iniciante com uma prancha emprestada do seu vizinho, Herbert, conhecido como Quadrado. Daí não parou mais, ganhou vários títulos e começou a disputar na categoria Juniors, levando várias premiações de 1º lugar pra casa. Na categoria Open (amador), que é o principal, enquanto ainda disputava no Juniors, ficava nas colocações de 3ª e 4ª, até conseguir se aperfeiçoar e liderar ate hoje como único surfista piauiense a alcançar o primeiro lugar no maranhão na Open. Em 2001, onde fez sua primeira competição fora, competiu com Adriano Mineirinho que hoje é do circuito mundial de surf na praia do Icaraí que já teve cinco temporadas. Na praia do futuro foi ao longo do seu inicio do surf. Em Paracuru, foi cinco janeiros consecutivos para competir etapas Pena Surf Nordeste. Duas idas a Taiba, duas vezes em Pico das almas, na Ponte Metálica foi três vezes e no Titanzinho foi apenas uma vez. Mas não o bastante, ainda teve uma participação em uma temporada em Santa Catarina, Floripa na praia mole e costão do santinho e galheta, praia de nudismo. Patrick também foi o único piauiense a chegar nas semifinais em etapas do surf nordestino e aqui no Piauí, na categoria Open ficando entre os dez melhores.
#5

Seu maior sonho é conhecer Havaí e Indonésia e desfrutar das melhores ondas do mundo (sonho de todos nós haha). Suas especialidades dentro do mar são:

  • Lay Back: é uma manobra onde o surfista empurra as costas para a parede da onda e em seguida levanta-se novamente.
  • Aéreo: O Aéreo é uma manobra de difícil execução. Aqui o surfista salta para fora da onda pelo ar.
  • Backside: Surfar de Backside / backhand é nada mais do que surfar de costas para a onda, o oposto será de ‘frontside’, ou seja surfar de frente para a onda.
  • Frontside: surfar de frente para a onda.

Para finalizar, perguntei para o atleta se ele pretendia se profissionalizar e a resposta foi a seguinte, “Já me acho um profissional, só não sou federado, porque para ser reconhecido profissionalmente e morar no Piauí não compensa, porque além de ter poucos campeonatos, os que têm é nível amador e sendo denominado como ‘Profissional’, eu não poderia participar dos campeonatos locais.”.

 
#1

Por, Betinna Bittencourt.